O atleta e o fisioterapeuta, uma equipa eficaz!

Autor: Mariana Machado - Fisioterapeuta    Data: 4-11-2017
Publicado em: Saúde

Enquanto muitos de nós estiveram a relaxar numa praia ou a preparar outro ano de trabalho, alguns gastaram as férias na descoberta de novos trilhos e no suor de cada subida à torre ou ao pico da montanha.

O início de uma nova época leva a uma preparação dura, com treinos intensos e cargas pesadas para atingir de novo a forma física. É nesta fase que as dores inerentes à fadiga muscular podem aparecer, as típicas dores de joelho ou tendão de aquiles nas primeiras grandes descidas da época ou as “dores de barriga” a meio das provas.

O trail, para nós, é sem dúvida um desafio fantástico onde podemos correr e usufruir de um ambiente desafiante, motivador e natural. Contudo do ponto de vista biomecânico, o trail é completamente diferente de correr em estrada, e isso leva a algumas implicações para o treino, desempenho e prevenção de lesões.

É muito importante uma técnica eficiente e consistente a correr (tema a ser abordado mais noutro artigo). As temíveis subidas e descidas mais íngremes exigem mudanças bruscas de direção que obrigam a muita estabilidade articular e capacidade adaptativa nomeadamente de pés, joelhos, anca e toda a coluna.

O piso é muitas vezes irregular, o que resulta num aumento significativo das cargas para os ossos, articulações, músculos, tendões e ligamentos. Para os amantes da modalidade, cada trilho e  cada montanha constituem sempre o próximo objetivo, contudo deve ser dada  ênfase à prevenção de lesões, à correção dos desalinhamentos articulares e desequilíbrios das alavancas musculares que podem ser a causa de lesões complexas e demoradas. Para isso, o Fisioterapeuta, Osteopata ou outro técnico de saúde são fundamentais, e não “somos atletas” sem a ajuda deles.

Foto: Marco Barbosa

A autora é Fisioterapeuta e Osteopata nas Clínicas A. Sorrisos, Fisiojoane e Prisma de Sorrisos