Pandemia Covid-19 afastou cerca de 173 mil jovens do desporto federado

Autor: Rita Vicente    Data: 23-12-2020
Publicado na categoria: Notícias

Especialistas em psicologia desportiva estão num desassossego com o aumento da taxa de sedentarismo, cuja percentagem se tem feito notar, sobretudo, desde março de 2020, tendo o número de atletas federados diminuído cerca de 78,4%, em relação a 2018.

É uma situação preocupante, derivada da situação pandémica que atravessamos, e que impede a realização das diversas competições desportivas de formação, femininas e masculinas.

Segundo o “Jornal de Noticias” (JN), entre a época 2019/2020 e a época 2020/2021, perderam-se 172.991 jovens atletas federados em futebol, futsal, basquetebol, voleibol, andebol e hóquei em patins. Na época passada, o deporto federado contava com mais de 220 mil atletas e, este ano, estão inscritos apenas 47.744. Segundo a mesma fonte, o voleibol foi a modalidade onde a pandemia mais se fez sentir, tendo ocorrido uma quebra que ronda os 90%. Por outro lado, o futebol, considerado o desporto favorito dos jovens, apesar da diminuição de inscrições, tem quase o dobro dos jovens federados em relação às restantes modalidades.

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Jorge Silvério, especialista em psicologia desportiva, mostra-se preocupado com a diminuição da percentagem de atletas e com o aumento dos números do sedentarismo, referindo que as consequências “vão ser gravíssimas”. Para além da saúde física, também a saúde mental poderá estar em causa, defende o especialista citando “A competição desportiva ajuda-nos a lidar com toda esta ansiedade e todos os sentimentos de depressão que esta situação provoca”.

Foto: IPDJ

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