OMS atualiza recomendações para a prática de atividade física em todas as faixas etárias

Autor: Rita Vicente    Data: 22-02-2021
Publicado na categoria: Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou recentemente um plano de recomendações onde constam as 6 principais mensagens para a prática desportiva. Este documento, publicado na página da Direção Geral da Saúde, divulga conselhos com planificação individualizada para cada grupo etário.

De acordo com o plano, crianças e adolescentes, entre os 5 e os 17 anos, devem praticar, pelo menos, 60 minutos de atividade física, três dias por semana. Segundo a OMS, o exercício nesta faixa etária melhora a aptidão cardiorrespiratória e muscular, a saúde cardiometabólica, óssea e mental, a cognição e a redução da gordura corporal.

Nos adultos, entre os 18 e os 64 anos, é recomendado que façam entre 150 a 300 minutos de atividades moderadas ou entre 75 e 150 minutos de atividades mais fortes. É possível fazer também uma combinação das duas. A prática de atividade física nesta faixa etária reduz a mortalidade e doenças cardiovasculares, a incidência de hipertensão, de alguns tipos de cancros, e da diabetes tipo 2, melhora a saúde mental, o funcionamento cognitivo e o sono.

Nos idosos com mais de 65 anos, para além dos benefícios explanados para o grupo antecedente, o plano indica que a atividade física ajuda a prevenir quedas, lesões, declínio da saúde óssea e da capacidade funcional.

No caso dos adultos ou idosos com doenças crónicas, os tempos de atividade física aconselhada são idênticos, contudo, “devem consultar um especialista em atividade física ou um profissional de saúde para obter orientações sobre o tipo e a quantidade de atividade física apropriada para suas necessidades individuais, capacidades, limitações funcionais, complicações, medicações e o plano geral de tratamento”.

Para finalizar, destacam-se algumas das recomendações para as mulheres grávidas e no pós-parto, designadamente, para que pratiquem 150 minutos de atividade moderada, de modo a reduzir o risco de hipertensão e diabetes gestacional, do ganho excessivo de peso, de complicações no parto, de depressão no pós-parto, de complicações no recém-nascido, e de efeitos adversos do peso ao nascer.

Para a OMS, estas recomendações podem e devem ser adotadas pelos governos como parte das suas politicas internas, refletindo as diferentes necessidades da população, por forma a orientar os planos nacionais para atividades físicas “que sejam localmente relevantes e o uso de imagens que reflitam as culturas, normas e valores locais“.


Foto:
 Filipa Martins

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